História

Aras Romanas em Lisboa

Na Baixa de Lisboa, na Travessa do Almada encontramos o Prédio Almada com as suas quatro inscrições romanas:
Uma dedicatória de Lisboa a um pretor romano:
“Felicitas Julia, Olisipo, dedica a Lúcio Cecílio, filho de Lúcio Celero, recto questor da província da Bética, tribuno do povo e pretor”.
Uma dedicatória de Caio Julio a Mercúrio e a César Augusto. Assente numa coluna, é uma dedicação de Tito Licínio Cerno, de Lychaonia (hoje na Turquia) à “mãe dos deuses, a grande Ida da Frígia sendo nobre duunviros Cássio e Cassiano, e cônsules nobilíssimos Marco Atílio e Afroniano, e sendo governador Gaio”.
Mais uma dedicatória à mãe dos deuses, desta feita de “Tito Licínio Amarantio por voto dedicou à mãe dos deuses”

Eu sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria menor.
Madre Teresa de Calcutá

Obrigado
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A Igreja de São Domingos e a Matança dos Judeus de 1503

1 A Igreja de São Domingos é a maior de Lisboa e foi aqui que se fizeram vários casamentos e batizados reais. A Igreja foi fundada em 1242 por Dom Afonso II e totalmente reconstruída no reinado de Dom Manuel I.
2 a partir do século XVI a igreja foi anexada ao convento dominicano e ao tribunal do Santo Ofício tornando-se, para os judeus de Lisboa, um símbolo do terror inquisitorial. Era aqui que a Igreja celebrava os Autos de Fé levando os condenados até às fogueiras no Terreiro do Paço e do Rossio. Em 1755 a Igreja de São Domingos ficou muito danificada pelo sismo mas foi reconstruída. Em 1959 foi quase totalmente destruída por um incêndio mas foi posteriormente novamente reconstruída.
3 A Igreja de São Domingos foi o local onde a 15 de Janeiro de 1503 começou a matança que levou a morte a milhares de judeus e cristãos-novos lisboetas. Durante a celebração da missa um monge viu uma luz sobre o crucifixo e interrompeu a missa com gritos de “Milagre! Milagre!”. Um cristão novo protestou dizendo que se tratava apenas de um reflexo do sol. Os religiosos aqui presentes incitaram o povo contra o cristão novo dando origem à morte de mais de 2 mil pessoas (entre idosos, crianças e mulheres).
4 Fonte principal Lisboa Insólita e Secreta de Vitor Manuel Adrião


4 Factos sobre a Inglaterra Imperial 1813-1918
1º Facto
Em 1839 o governo britânico ordenou a captura de todos os navios esclavagistas portugueses. Em 1843 todos os navios esclavagistas operando no Brasil foram declarados como “piratas” e 400 foram capturados em apenas 5 anos. Em 1850 a Royal Navy entrou à força em vários portos no Brasil e capturou ou destruiu dezenas de navios esclavagistas o que levou a que o Brasil, o maior destino de escravos do mundo de então, parasse completamente com esse comércio.
2º Facto A partir de 1880 a Royal Navy patrulhava regularmente as águas australianas para combater o “blackbirding” que eram as operações conduzidas por australianos no Pacífico Sul de captura de escravos nas Fiji e em outras ilhas que depois eram levados para as plantações na zona de Queensland
3º Facto Em 1840, sob pressão de missionários locais e perante uma anexação francesa iminente, os britânicos, através do Tratado de Waitangi de 1940 com vários reis maori, que tinham pedido explicitamente protecção à coroa britânica, anexaram a Nova Zelândia. Apesar disso, entre 1845 e 1860, as tropas britânicas travaram várias guerras contra os Maori a pedido de colonos britânicos isto apesar de protestos por parte do Governo de Londres. O protectorado nas Fiji de 1874 foi também imposto a pedido dos seus habitantes para os proteger dos raids esclavagistas de proprietátios australianos de plantações.
4º Facto No século XIX existiram apenas 2 casos de brancos julgados e executados pela morte de aborígenes embora 20 mil (e 5 mil europeus) tenham sido mortos durante todo o século na Austrália e apesar de terem continuado a existir massacres até aos anos 20 do século XX.

Os Fenícios em Portugal e as origens da Escrita Cónia ou Sublusitânica
Desde o começo do Bronze Final, regista-se a presença de navegadores do Mediterrâneo Oriental na Península Ibérica.
Os fenícios – senhores absolutos do Mediterrâneo nessa época – chegam a estas paragens por volta do século VIII a.C ou mesmo no século X a.C. e impedem a partir de então a chegada de embarcações de outras nacionalidades, cretenses, etruscas e micénicas, nomeadamente.
A Península torna-se então território comercial exclusivo das cidades-estado da Fenícia, um papel que só perderiam para o grande império semita do Mediterrâneo: a temível e empreendedora Cartago.

O Templo de São Cristóvão de Rio Mau
Esta igreja inclusa no caminho português dos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela foi precedida por uma ermida fundada em 1151 pelo sacerdote Pedro Dias. Foi este presbítero que converteu a igreja num pequeno mosteiro tendo sido a capela-mor erguida em sua vida e a menor nos começos do século XIII.

🙂

Os Lusitanos estão na origem de Portugal ?
A historiografia contemporânea é hoje praticamente unânime na opinião expressa por Alexandre Herculano no seu “Portugal Contemporâneo”:
“Tudo falta: a conveniência de limites territoriais, a identidade da raça, a filiação da língua, para estabelecermos uma transição natural entre os povos bárbaros e nós.”

anda daí 🙂

A cifra Copiale

Numa carta de 1947 o matemático norte-americano Norbet Weiner escreveu “naturalmente podemos pensar se o problema da tradução pode ser tratado como um problema em criptografia.”
Esta foi a origem de programas de tradução baseados em análises estatísticas.

A partir deste conceito, um grupo de linguistas suecos e norte-americanos usaram um programa de criptografia de análise estatística sobre um dos textos cifrados mais intrigantes do mundo: a cifra Copiale, uma carta com 105 páginas escrita nos finais do século XVIII e que durante décadas desafiou o talento dos melhores criptologistas.
A carta foi descoberta num arquivo na antiga Alemanha de Leste e foi escrita com letras a ouro e com elaborada decoração. No total, soma mais de 75 mil caracteres incluindo letras romanas e símbolos.
A palavra que lhe dá a designação: “Copiale” é uma das duas que em todo o texto não aparece na forma cifrada.
🙂

O mistério da Estátua Equestre da Ilha do Corvo

O humanista Damião de Góis na “Crónica do Príncipe Dom João II”, em 1567 escreve que “numa das ilhas mais extremas dos Açores, no alto de um monte, encontrou-se uma estátua de pedra, assente numa base quadrada que lhe servia de embasamento, representando um homem a cavalo, coberto com um manto mas com a cabeça descoberta (…). Com a mão esquerda agarrava as crinas do cavalo e o braço direito tinha-o estendido e com o dedo indicador apontava o Ocidente.” Dom Manuel I pediu a Duarte de Armas para desenhar a estátua e mandou-a trazer para Lisboa, mas perderam-se o desenho e as peças da estátua.”

Teria assim a ilha do Corvo sido povoada por exilados cartagineses? Refugiados da ultima Guerra Púnica, aquela de “Delenda Cartago” e que levou à destruição total dessa outrora orgulhosa urbe naval e mercantil às mãos das legiões de Roma? A tese é plausível e fascinante…

🙂

A Nau e o Graal (2ªparte)

Uma das obras mais importantes da filósofa Dalila Pereira da Costa é “A Nau e o Graal”. Texto indispensável para compreender Portugal e a visão que a filósofa portuense tinha do nosso destino e missão coletivas. “A Nau e o Graal” é crucial para compreendermos o que somos e, sobretudo, para onde vamos, num momento de grave crise financeira e social

Exército Bizantino
O exército bizantino evoluiu a partir do exército do império romano.
Originalmente composto por cerca de 30 legiões aquarteladas nas províncias orientais do império romano, o exército bizantino assentava essencialmente em unidades de infantaria muito fortes, treinadas e bem organizadas.
Com o tempo a cavalaria tornou-se mais importante que a infantaria e a divisão por “legiões” desapareceu a partir do século VII d.C.
A partir do século VII d.C. as reformas no exército bizantino reflectem a influência germânica e asiática e os mercenários estrangeiros tornaram-se cada vez mais numerosos.
(veja o vídeo para saber mais)

Comentários sobre “A Nau e o Graal” de Dalila Pereira da Costa
Considerada um dos grandes nomes da cultura portuguesa
Uma das obras mais importantes da filosofa Dalila Pereira da Costa é “A Nau e o Graal”. Texto indispensável para compreender Portugal e a visão que a filosofa portuense tinha do nosso destino e missão coletivas, “A Nau e o Graal” é crucial para compreendermos o que somos e, sobretudo, para onde vamos, num momento de grave crise financeira e social.

Na visão de Dalila Pereira da Costa, Portugal teria entrado em plena Idade Moderna e – depois – na Pré Industrial, sem ânimo, objetivos de longo prazo ou desígnios nacionais que lhe permitissem alimentar o mesmo grau de intensidade de presença no mundo e de influência planetária dos finais da Idade Média. Depois do grande desaire de Alcácer Quibir, o país porta-se como se lhe tivessem quebrado a espinha dorsal, como se estivesse sem outro destino que não fosse o de sobreviver e de deixar passar dia a dia como se nada fosse realmente importante ou merecesse a pena. Desde a perda do Rei, Portugal age como se estivesse em depressão coletiva, um sentimento intercalado apenas por breves momento de euforia ou de alienação de massas. Neste contexto, a construção do Brasil assume-se como o último grande fôlego de uma aventura que perdeu em finais do século XVI o seu maior fulgor e energia.
Esse esgotamento explicaria a desincronia de desenvolvimento económico e social que Portugal experimenta desde meados do século XVII e que é especialmente evidente depois do século XX com a industrialização do continente europeu que não alcançaria nunca o país.

Noutros pontos desta importante obra Dalila Pereira da Costa já deixara bem claro que acreditava que Dom Sebastião haveria de regressar numa manhã de nevoeiro (simbólica) vindo da Ilha das Sete Cidades sendo que a filósofa do Porto explica o que seria exatamente essa “ilha”: a mesma que estivera na base do apelo atlântico que impulsionara Portugal à extraordinária gesta dos Bandeirantes e à construção heróica da maior nação da América do Sul: o Brasil.

A Guerra das Malvinas ou das Falklands

Falkland Islands ou Ilhas Malvinas
São um arquipélago situado na no sul do oceano Atlântico na plataforma continental da Patagónia composto pela Maldiva Ocidental e Maldiva Oriental onde se situa a capital Stanley e outras 776 ilhas menores Território britânico ultramarino, as ilhas têm governo próprio e o Reino Unido tem a responsabilidade da defesa e das relações internacionais O arquipélago esteve desabitado até 1764 As ilhas terão sido descobertas no século XVI mas não há consenso quanto aos 1ºs exploradores
Visão Britânica – o 1º desembarque foi pelo capitão John Strong em 1690 que lhe atribuiu o nome Falkland Islands em homenagem ao tesoureiro da Marinha, 5º Visconde de Falkland que patrocinou a viagem
Visão Argentina – 1º explorador terá sido Fernão de Magalhães e o nome Malvinas foi atribuido pelo explorador francês Louis Antoine de Boganville em homenagem ao porto de Saint-Malo situado na Bretanha (França) de onde terão partido os navios e os colonos

A Guerra das Malvinas (na versão argentina) ou das Falkland (na versão britânica) foi um conflito militar entre a Argentina e o Reino Unido no período de abril e junho de 1982, pela soberania dos arquipélagos das Malvinas/Falklands, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul
A reinvidicação argentina (assim como a britânica: há que o reconhecer) tem muito a ver com a proximidade da Antártida e com o desejo destes dois países de assegurarem territórios no Polo Sul quando a divisão deste continente gelado for um assunto a ser resolvido pela comunidade internacional.

A Escrita Etrusca
A civilização etrusca, teve o seu inicio na Toscânia (Itália), e o seu apogeu no Séc. V a.C., entrou em declínio a partir do século IV e chegaria ao seu termo no ano I a.c em consequência das invasões gaulesas e mais tarde, com as legiões romanas.
A língua etrusca não parece pertencer nem ao ramo indo-europeu, nem ao pré-indoeuropeu embora o alfabeto seja influenciado pela antiga escrita grega (mais concretamente da variante presente em Eubeia: uma ilha da Grécia, localizada na periferia da Grécia Central)
anda daí 🙂

A escrita dos Incas

Escrita do Império Inca:
O maior império da América pré-colombiana
O centro do Império Inca estava em Cusco, no actual Peru
Foi o maior império da América Pré-Colombiana
Do século XIII até à Conquista Espanhola de 1438 a 1533
Falavam-se mais de 300 línguas mas a dominante era o Quechua

usavam o sistema décimal…

🙂

A Escrita Maia

A Escrita Maia era a língua usada pela Civilização Maia na América Central
As inscrições mais antigas datam do século III a.C. e foi usado até ao séc. XVI
Também chamada de ”Hieróglifos Maias” mas sem relação com Hieroglífica Egípcia
Línguas Maias
A língua Cholti era usada como “língua franca” na área habitada pelos maias
Há textos monumentais e códices escritos noutras línguas como o iucateco
Estrutura
Os glifos podem representar uma palavra, um morfema ou uma sílaba ou, ser usado de mais do que uma forma valendo numa aplicações pelo símbolo outras pela sílaba ou morfema

Factos Históricos

Alguns padres espanhóis da “Conquista” sabiam ler esta escrita mas quando o Bispo Diego de Landa decretou a “erradicação dos rituais pagãos” a maioria das obras maias (códices) foram recolhidos e destruídos. Landa, contudo registou a língua maia dando, assim, um contributo para sua tradução

A Escrita Egípcia

– de origem suméria ou local
– Hieros (sagrado) + glyphein (escrita)
– Três “Escritas Egípcias”:
Hieroglífica
Hierática: uma forma simplificada da Hieroglífica (cursiva para papiro e barro)
Demótica: Uso corrente e comercial (com influência da grega)

Dinastia Filipina ou o período da união ibérica
Filipe I,
Descendente de D. Isabel de Portugal e Carlos V rei de Espanha e neto de D. Manuel I, rei de Portugal
Filipe II
Descendente de Felipe II rei de Espanha ou Filipe I rei de Portugal e de Ana de Áustria
Filipe III
Descendente de Felipe III rei de Espanha ou Filipe II rei de Portugal e de Margarida de Áustria

O descontentamento foi agravado com a ideia de Olivares em reter um trimestre de juros aos portadores de dívida pública, e
nesta recomendação levada a cabo pelos tesoureiros das alfândegas, Miguel de Vasconcelos, secretário de Estado de Portugal entendeu que se deviam cobrar os tributos

Em 1557, a morte de D.João III leva D.Catarina de Áustria, rainha consorte, esposa e viúva à regência de Portugal, porque D.Sebastião, seu neto tinha apenas 3 anos de idade

Em 1578, numa expedição a Marrocos, o exército português foi derrotado na batalha de Alcácer-Quibir, e é lá que morre o rei D.Sebastião.
Na falta de descendência, sucedeu ao trono o cardeal D. Henrique, que morreu em 1580, também sem sucessor.

Filipe I prestou juramento perante as Cortes de Tomar, e comprometeu-se a manter a autonomia de Portugal, bem como a língua e a moeda

A disputa dos mares

A crise do Império Português no Oriente Segunda metade do século XVI

Entrepostos Comerciais ou feitorias e Estruturas arquitetónicas militares ou fortalezas espalhadas pelos oceanos Atlântico e Índico, defendidas por uma poderosa força militar e navios de guerra bem equipados, permitiram ao Império Português chegar ao seu apogeu na segunda metade do século XVI

Os Descobrimentos e o Encontro de Povos

As viagens marítimas e as novas rotas comerciais dos séculos XV e XVI proporcionaram o encontro de povos de culturas muito diferentes

A Era dos Descobrimentos trouxe modificações culturais,
ou seja, a aculturação

A prática da escravatura que levou parte da população africana para a América e Europa, acentuou a miscigenação, ou seja,
a mistura de povos de diferentes origens

Descobrimentos Portugueses e Espanhóis abrem rotas comerciais que ligam todos os continentes
Rota do Cabo, Rotas do extremo Oriente, Rotas Atlânticas
As senhoras raínhas dos oceanos Casa da Mina e Casa da Índia
Portugal pratica política de transporte

Tratado de Tordesilhas
Contexto Histórico

A chegada de Cristóvão Colombo em finais de 1492 ao Novo Mundo (hemisfério ocidental – continente americano) que reclamaria a sua descoberta para Isabel, a Católica filha do rei João II e Isabel de Portugal…

Foi um acordo assinado em Tordesilhas a 7 de julho de 1494, entre o Reino de Portugal e a Coroa de Castela, que tinha por objetivo a divisão das terras “descobertas e por descobrir”

A Escrita Cuneiforme

A Escrita Cuneiforme (e outras civilizações do Médio Oriente)
desenvolvida pelos Sumérios
Criada por volta de 4000 a.C.
..
Quando surgiu era vertical depois passou a ser escrita em linhas, lendo-se da esquerda para a direita e de cima para baixo

silábica~

A sua invenção foi devida às necessidades de registos administrativos criadas pelo aumento de produção no Crescente Fértil

Império Espanhol e Comércio à escala mundial
O que foi o Império Espanhol ?
Foram os territórios conquistados, e reclamados por Espanha ou dinastias reinantes, entre os séculos XVI e XX, abrangendo países da Europa, Américas, Ásia e Oceânia
Os espanhóis ocuparam os territórios dos Maias, dos Astecas e
dos Incas
Os missionários espanhóis conseguiram converter grande parte da população ameríndia ao cristianismo

Comércio à escala mundial
Os descobrimentos portugueses e espanhóis permitiram a abertura de novas rotas comerciais, que ligavam os diversos continentes
Os Portugueses e Espanhóis promoveram a troca de plantas entre os continentes o que levou a alterações nos hábitos alimentares.
Muitos Europeus emigraram para outros continentes.
Milhares de Africanos foram levados para a América e Europa.
Conhecimentos e hábitos foram trocados dando origem a grandes alterações culturais e comerciais

O que foi o Império Português ?
Considerado o primeiro império global, enquanto produto dos descobrimentos, levado a cabo pelas 2 maiores potências marítimas do século XV (Portugal e Espanha) e o mais antigo império colonial europeu moderno, com quase 6 séculos de existência, a partir da conquista de Ceuta em 1415 até à devolução de Macau à China, em 1999.
O principal objetivo dos portugueses em África era fazer comércio.
Levavam trigo, sal, tecidos e objetos de latão e cobre que trocavam por ouro, escravos, marfim e malagueta
O principal objetivo dos portugueses no Oriente era apoderarem-se do comércio das sedas, porcelanas e pedras preciosas.
No princípio, o Brasil não despertava grande interesse para os Portugueses, que apenas traziam de lá madeira e animais exóticos.

Descobrimentos e Conquistas
Durante o período henriquino, os Portugueses chegaram aos arquipélagos da Madeira em 1419 e dos Açores em 1427.
Em 1434, Gil Eanes passava o cabo Bojador, tornando possível avançar ao longo da costa ocidental africana
Em 1460, chegou-se à Serra Leoa e ao largo da costa descobriu-se o arquipélago de Cabo Verde
Os navegadores de Fernão Gomes, atingiram a Costa da Mina, rica em ouro e passaram o cabo de Santa Catarina
Ao largo, encontraram as ilhas de S. Tomé e Príncipe
Diogo Cão avançou na costa africana até Serra Parda
Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva foram enviados para o Oriente
1488 Bartolomeu Dias dobra o cabo das Tormentas ou cabo da Boa Esperança
Portugal e Espanha procuram resolver os conflitos:
Tratado de Alcáçovas e Tratado de Tordesilhas
Descoberta da Índia e chegada ao Brasil

A recuperação da Europa no final do século XIV e início século XV

A crise demográfica, económica e social afetou a Europa, principalmente no final do século XIV
Nesta época, os metais preciosos como o ouro e a prata eram essenciais para se fazer comércio, porém eram escassos na Europa.
O comércio lucrativo dos produtos orientais era feito por intermediários muçulmanos até ao mediterrâneo, e depois distribuído pela Europa por mercadores italianos.
O número elevado de intermediários encarecia bastante a mercadoria.

Rainhas Portuguesas da Idade Média
As Rainhas são as mulheres que casam com os Reis e que por direito próprio, reúnem as condições de exercer a autoridade real.
Em Portugal, foram também chamadas rainhas consortes, uma vez que não herdaram o governo do reino, isto é, não eram rainhas de direito próprio, mas sim casadas com os reis.

A Independência Nacional

Fome, pestes e as guerras entre Portugal e Castela, contribuíram para agravar a crise económica.
O Tratado de Salvaterra de Magos, resolve a guerra entre Portugal e Castela, mas inclui o casamento entre Dona Beatriz (filha de D. Fernando e D.Leonor Teles) e o rei de Castela, colocando em perigo a independência de Portugal

Rebelião no reino
Com a morte de D. Fernando I, D. Beatriz foi aclamada rainha de Portugal, enquanto D. Leonor Teles assumia a regência do reino, tendo por conselheiro o conde castelhano João Fernandes Andeiro (conde Andeiro).
….

O que foram as crises do século XIV ?
R: Entre outros fatores, a ocorrência de fenómenos naturais, a guerra e a peste, tiveram consequências económicas e sociais devastadoras na Europa

Concelhos e comércio em Portugal na Idade Média
O que é um concelho?
R: É um território com alguma autonomia administrativa e algumas
regalias concedidas aos habitantes, homens livres ou, também
designados por vizinhos
Entre os séculos XII e XIV, o comércio também revitalizava em Portugal. Foram criadas mercados e muitas feiras,
nomeadamente as feiras francas que isentavam os feirantes do pagamento de impostos

Fortalecimento do poder régio
O que é o poder régio ou o poder do rei ?
R: É a autoridade e direito do rei sobre o seu reino ou território
Os reis portugueses nunca abdicaram de alguns direitos como:
a cunhagem de moeda
a chefia do exército
a justiça suprema
(só o rei podia decidir sobre a aplicação da pena
de morte e corte de membros)

Idade Média-Arte, cultura e religião
O que foi a religião, no contexto europeu dos séculos XII a XIII ?
R: Entre os membros do clero, nasceu o descontentamento em relação à ostentação e ao modo de vida de algumas ordens religiosas, que se haviam tornado muito ricas e poderosas, como foi o caso das ordens de Cister e de Cluny

O que são os mercados ?
R: São locais públicos, de curta duração, onde a população da região se deslocava para compra e venda de mercadorias, como o pão, o sal, e vegetais
E as feiras ?
R: São locais públicos, de duração mais alargada do que o mercado, onde se deslocava a população das regiões próximas e distantes, mesmo do estrangeiro, para compra e venda de uma grande variedade de produtos.

O que foi o mundo rural nos séculos XII e XIII no contexto europeu ?
R: O mundo rural, nesse período, ficou marcado pelo desenvolvimento económico, com o aumento das áreas de cultivo pelo arroteamento de terra, e também pela utilização de novas técnicas na agricultura, a par da inovação nos transportes terrestres, marítimos e fluviais.

O que é um condado ?
R: É um território entregue pelo rei a um conde como recompensa pelos serviços prestados, tendo este, em troca de prestar vassalagem ao rei.

O que é um reino?
R: A palavra vem do latim regnum e designa um território ou Estado regido por uma monarquia, forma de governo onde o cargo mais elevado é o do Rei, por isso, unipessoal, é vitalício e de um modo geral hereditário.

O que foi Al-Ushbuna ?
Em 711, os muçulmanos invadem a Península Ibérica e reanimam a então pequena vila Ulishbona (nome visigótico), que passa a chamar-se Al-Ushbuna

Lisboa é um dos mais antigos centros urbanos permanentemente habitados do mundo
(20º do mundo e o segundo mais antigo da Europa)

O que são contrastes entre 2 civilizações?
São as diferenças de natureza diversa, como sejam hábitos, usos e costumes que distinguem o modo de vida das comunidades ou civilizações

Por vezes, os Cristãos e os Muçulmanos fizeram alianças, tendo os seus cavaleiros lutado, lado a lado, contra inimigos comuns

O que é a religião islâmica ?
R: O profeta Maomé (nascido em 570 na cidade de Meca) disse ter-lhe aparecido o arcanjo Gabriel com uma mensagem: deveria pregar a todos os Homens uma nova religião, o Islão ou Islamismo.

O que foram as invasões dos bárbaros ao Império Romano?
Foi a tomada por parte de povos estrangeiros de território que
pertencia ao Império Romano

Algumas justificações para as invasões bárbaras
– A cobiça sobre as riquezas de Roma e das terras do Império levaram a inúmeras incursões de bárbaros, com alguma cumplicidade de parte da população romana, descontente com a minoria endinheirada.

O que era o Império Huno ?
Era uma confederação eurasiática de povos nómadas e seminómadas equestres que habitavam a região entre a Ásia Central até à Alemenha atual, e desde o Danúbio até ao Mar Negro

Átila foi o último imperador do Império Huno (434-453), também chamado de Átila – O Huno, foi conhecido como a “Praga de Deus” ou “Flagelo de Deus” devido ao paradigma da sua crueldade e pilhagem.

O legado da Civilização Romana foi o grande espólio deixado pelo Império Romano que perdurou até aos nossos dias, desde as leis – Direito, às grandes obras de engenharia e arquitetura como os aquedutos, as pontes, os templos, até à língua – O Latim, e ainda a administração pública.

2ª parte teste sobre as Civilizações Grega e Romana

1ª parte teste sobre as Civilizações Grega e Romana

PEDAÇOS DE SABER

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