A Nau e o Graal de Dalila Pereira da Costa

Comentários sobre “A Nau e o Graal” de Dalila Pereira da Costa
Considerada um dos grandes nomes da cultura portuguesa
Uma das obras mais importantes da filosofa Dalila Pereira da Costa é “A Nau e o Graal”. Texto indispensável para compreender Portugal e a visão que a filosofa portuense tinha do nosso destino e missão coletivas, “A Nau e o Graal” é crucial para compreendermos o que somos e, sobretudo, para onde vamos, num momento de grave crise financeira e social.

Na visão de Dalila Pereira da Costa, Portugal teria entrado em plena Idade Moderna e – depois – na Pré Industrial, sem ânimo, objetivos de longo prazo ou desígnios nacionais que lhe permitissem alimentar o mesmo grau de intensidade de presença no mundo e de influência planetária dos finais da Idade Média. Depois do grande desaire de Alcácer Quibir, o país porta-se como se lhe tivessem quebrado a espinha dorsal, como se estivesse sem outro destino que não fosse o de sobreviver e de deixar passar dia a dia como se nada fosse realmente importante ou merecesse a pena. Desde a perda do Rei, Portugal age como se estivesse em depressão coletiva, um sentimento intercalado apenas por breves momento de euforia ou de alienação de massas. Neste contexto, a construção do Brasil assume-se como o último grande fôlego de uma aventura que perdeu em finais do século XVI o seu maior fulgor e energia.
Esse esgotamento explicaria a desincronia de desenvolvimento económico e social que Portugal experimenta desde meados do século XVII e que é especialmente evidente depois do século XX com a industrialização do continente europeu que não alcançaria nunca o país.

Noutros pontos desta importante obra Dalila Pereira da Costa já deixara bem claro que acreditava que Dom Sebastião haveria de regressar numa manhã de nevoeiro (simbólica) vindo da Ilha das Sete Cidades sendo que a filósofa do Porto explica o que seria exatamente essa “ilha”: a mesma que estivera na base do apelo atlântico que impulsionara Portugal à extraordinária gesta dos Bandeirantes e à construção heróica da maior nação da América do Sul: o Brasil.

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